segunda-feira, 14 de julho de 2014

Fumar x gravidez: O que toda gestante que fuma precisa saber

  • Não é novidade para ninguém que o cigarro é pernicioso, nem é de se espantar que ele mate 370 mil pessoas por ano em todo o planeta. Nem que nove entre dez pessoas que têm câncer de pulmão são fumantes. Também é fato que esse hábito letal gera bilhões em lucros às indústrias do tabaco, patrocina filmes onde astros fumam enquanto exibem comportamentos e ideais atraentes a todos os públicos, relacionando-os ao cigarro.
  • Talvez por isso ainda haja um número assustador de fumantes ativos e passivos. As crianças são as que mais sofrem com o fumo involuntário. Ainda que os pais fumem longe das crianças, os resíduos de suas roupas e mãos causam danos significativos à saúde delas. Fumar na gravidez é ainda mais perigoso tanto para o feto como para a mãe.

    A gestante que fuma

    A gravidez já costuma trazer complicações às mulheres que não fumam, tais como hipertensão e diabetes gestacional. Para as que fumam, o risco é ainda maior. Além de hipertensão, pode ocorrer:
    • Hemorragias
    • Aborto espontâneo
    • Destruição de nutrientes como a vitamina C
    • Fadiga muscular
    • Hipoglicemia
    • Dores de cabeça
    • Aumento do colesterol
    • Distúrbios circulatórios inclusive trombose e embolia pulmonar
    • Desnutrição
    O ideal é jamais fumar o primeiro cigarro. Porém, se a mulher deseja engravidar, deve parar um ano antes. O cigarro, entre outros males, diminui a fertilidade.

    Os efeitos no feto

    Enquanto está no ventre materno, o feto recebe além de oxigênio e nutrientes, tudo o que estiver no sangue materno. O primeiro risco a que o feto fica exposto é o aborto, ou seja, à morte. O segundo é a morte pós-parto. Resumindo, o risco do feto cuja mãe fuma é de morte. Se o bebê sobrevive, ele pode ter problemas neonatais e sequelas. A nicotina é vasoconstritora, ou seja, estreita os vasos sanguíneos prejudicando o recebimento de nutrientes e oxigênio pelo cordão umbilical e deixando o bebê desnutrido e com baixo peso.

    Problemas neonatais

    • Nascer prematuro
    • Pulmões imaturos
    • Ter baixo peso
    • Exposição a agentes tóxicos que podem deixar sequelas permanentes
    • Mutações genéticas como no gene HPRT – que é um marcador biológico que registra exposição a agentes cancerígenos.
    • Risco de desenvolver depressão
    • Risco de autismo
    • Risco de morte súbita
    Stephen Grantprofessor de saúde ambiental e ocupacional na University of Pittsburgh, ressalta que "As mulheres grávidas deveriam não só parar de fumar, mas também conscientizarem-se de sua exposição ao fumo a partir de outros membros de sua família, no trabalho e em outras situações sociais". Ainda segundo Grant, otabagismo passivo pode acarretar os mesmos danos à mãe e ao feto.

    O que a gestante ou futura gestante deve fazer

    1. Primeiro, tenha consciência de que o tabagismo é um vício e como tal deve ser tratado. Se não consegue parar de fumar, procure ajuda para deixar o víciopelo menos um ano antes de engravidar.
    2. Caso já esteja grávida, deve parar imediatamente. Não existe quantidade segura de cigarros em nenhuma situação, muito menos na gravidez.
    3. Tenha o desejo de deixar o hábito. Priorize o bebê.
    4. Evite pessoas que fumam e locais onde há a possibilidade de contato com a fumaça do cigarro. Os danos do fumo passivo são tão prejudiciais quanto do ativo na gravidez.
    5. Esteja ciente de que você terá crises de privação, e a tentação de recair no vício será grande, principalmente em momentos de estresse. Evite situações ou pessoas estressantes.
    6. Tome bastante água. A água ajuda a livrar o corpo da nicotina e consequentemente diminui o desejo de fumar.
    7. Alimente-se bem, corte o café e outras fontes de cafeína. Procure meditar, ler, exercitar-se moderadamente e cultive hábitos saudáveis. Comer cenoura cortada em palitos ajuda a diminuir a ansiedade nos fumantes em crise de privação.
    8. Faça um bom pré-natal e participe de grupos de gestantes e de dependentes químicos (disponível no SUS). Acompanhamento médico e psicológico ajuda muito.
    9. Procure ajuda divina. Ore, leia as escrituras de sua religião, medite, enfim, cultive seu espírito. Lembre-se de que a fé é um princípio de poder.

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